Enriquecer o diálogo em um espaço de acolhimento

O Balaio Mulheres é um workshop de Comunicação Não Violenta. A diferença dele para outros workshops de CNV é que nosso foco está em facilitar o aprendizado e o uso prático dos conceitos da CNV com base em conteúdos feministas.

Acolhemos diversos tipos de opiniões, manifestações e expressões para promover diálogos facilitados que promovam o maior entendimento, empatia e humanização das pessoas.

Em toda busca por transformação social estrutural há conflitos, lutas e incômodos. No caso dos movimentos feministas atuais, muitas das discussões, principalmente nas redes sociais e na imprensa, acabam sendo superficiais e polarizadas, o que gera um tremendo desgaste e cansaço para as mulheres que se envolvem com o tema.

O Balaio é um workshop de ensino de CNV mas que também é espaço de profundo acolhimento dessas dores e cansaço. Um local onde mulheres interessadas em aprender CNV se encontram para ganhar fôlego e disposição.

A CNV ajuda a nos conectarmos com as nossas necessidades mais profundas, e a partir delas elaborar estratégias alinhadas e coerentes com o nosso plano de ação no mundo.

Como funciona
o Balaio Mulheres?

O Balaio Mulheres tem duração de dois dias e é um projeto desenvolvido por mulheres e para mulheres que têm interesse em compreender como a Comunicação Não Violenta pode ser utilizada em conteúdos feministas e em interações nesse universo.

O workshop apresenta um conteúdo inspirador, inovador e libertador.

Temas e Estrutura dos Encontros

  • A reflexão sobre dialogar com pessoas com pensamentos diferentes
  • A reflexão sobre a qualidade da discussão que acontece hoje
  • Discussão sobre diferentes estratégias escolhidas por grupos feministas variados
  • A importância de aprender a escutar além dos julgamentos e esteriótipos
  • O encontro de um lugar comum que nos une e nos potencializa como mulheres
  • Um caminho para o diálogo de qualidade entre movimentos sociais que se cruzam

DIA 1

Comunicação Não Violenta - o que é e como praticar?

Princípios da Comunicação Não Violenta

As diferenças entre problemas complicados e problemas complexos

Empatia: o que é e como demonstrar

Necessidades e estratégias

Autenticidade: como criar limites saudáveis nas nossas relações

DIA 2

Como a CNV e o feminismo se encontram?

Caminhada dos privilégios

Exercícios práticos de escuta

Lugar de Fala

Rodada de discussão com mediação das facilitadoras para que a CNV seja colocada em prática

Inscreva-se

Esse é um espaço dedicado à diversidade. Assim, faremos uma seleção entre as inscritas para garantir a diversidade racial, de classe, de identidade de gênero e de atuações na sociedade. Mesmo que você não possa pagar o valor ideal sugerido preencha o formulário pois iremos selecionar bolsistas e pessoas que podem pagar outros valores para o evento.

Só podemos trabalhar com um grupo de 25 pessoas, que serão escolhidas de acordo com o parâmetro citado acima. Caso não seja selecionada, seu nome permanecerá como prioridade para a segunda versão do evento.

Para participar, preencha o formulário de inscrição.

Quando:

04 e 05 de Agosto

Onde:

Casa Prazerela – Rua Rifaina, 80 (próximo ao metrô Vila Madalena), São Paulo

Quanto:

R$700 (valor ideal sugerido) e seleção de bolsas de estudos integrais

25 vagas

O que que anda acontecendo?

Em um mundo cada vez mais polarizado, o que vemos acontecer são grupos elaborando estratégias para proteger aquilo que julgam essencial. Quando um grupo de pessoas é oprimido, ele busca estratégias distintas para atender a inúmeras necessidades que lhe foram negadas pela história, pela estrutura ou por outro indivíduo, como acontece no caso das mulheres dentro do patriarcado e do mundo cheio de desigualdades em que vivemos.

No entanto, muitas vezes essas estratégias resultam em brigas e conflitos, o que gera um desgaste tremendo. Muitas pessoas sentem falta de terem um espaço de acolhimento e escuta pelas batalhas que enfrentam.

No caso dos movimentos de mulheres, o diálogo que se abriu nas redes sociais com a popularização da internet gerou uma ponte de comunicação entre diferentes contextos e realidades. Mulheres começaram a trocar experiências, identificar bandeiras em comum e formas de lutar em conjunto, e também a se questionar. Termos como “empoderamento”, “feminismo interseccional” e “lugar de fala” se popularizaram. Ao mesmo tempo, a comunicação em canais digitais fortaleceu uma polarização e movimentos contrários às lutas do feminismo, inclusive liderados por mulheres, também ganharam força.

A velocidade com que as informações são expostas nas redes sociais acaba dificultando a checagem de veracidade e o aprofundamento necessário nesses diálogos. Essas falhas e ruídos na comunicação podem causar desentendimentos e impactar negativamente na luta por transformações estruturais na sociedade.

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Saiba mais sobre o Projeto Balaio

O Balaio é um projeto da PeaceFlow e do Instituto Tiê que visa criar ambientes para que diálogos difíceis possam acontecer de forma segura e eficiente entre grupos da sociedade civil. Processos de desumanização começam pela criação de esteriótipos e estratégias para construção uma figura de inimigo, que estão aliados à uma sensação de ameça e a ausência de uma ponte de comunicação e entendimento. Os conflitos escalam pela ausência e falha da comunicação, pela forte presença de julgamentos e pela percepção de que a coexistência não é possível. Desta forma, o BALAIO existe como contra ponto a esse processo, para ser enlace onde há desconexão, para ser ponte onde há abismo, para ser empatia onde há ódio. Para aproximar grupos que se enxergam como oponentes, para permitir que o espaço de diálogo aconteça.

O formato do Balaio acontece em dois momentos:

1

Capacitação dos grupos na essência da Comunicação Não Violenta

2

Facilitação da conversa do grupo sobre temas trazidos pelo mesmo

Quem faz

Facilitadoras

Diana Bonar

Fundadora da PeaceFlow e do conceito do Balaio como espaço de promoção de diálogos seguros e aproximação entre grupos distintos da sociedade. Idealizadora do Balaio Mulheres após experiência com a equipe da Think Olga. Especialista em Transformação de Conflitos e Estudos da Paz pelo Centro de Paz do Rotary na Tailândia, Mestre em Mediação de Conflitos. Coordena a área de treinamento e conteúdo da Organização Internacional de prevenção de violência Luta pela Paz, possui 8 anos de experiência na facilitação de metodologias de construção de paz. Já facilitou o aprendizado de CNV para um público diverso que inclui comunidades de base comunitárias, Escolas em zonas conflagradas, organizações internacionais, Universidades, organizações do terceiro setor, empresas e a Polícia. Faz parte da Rede Global GSMP de empoderamento feminino, é Peace Fellow do Rotary International e Coordena a Aliança Global da Luta pela Paz a nível nacional. Faz parte do Coletivo CNV Brasil.

Carolina Nalon

Fundadora do Instituto Tiê, é coach especialista em Comunicação Não Violenta. Idealizadora dos projetos Workshop para Inquietos e Caminho da Comunicação Autêntica, tem como foco de seu trabalho a discussão de temas como compaixão, empatia, diversidade e privilégios. Já prestou consultorias para empresas como Pfizer, Natura, Bayer, GOL, USP, Ministério do Meio Ambiente. Em 2016, foi convidada para palestrar sobre empatia no TEDx PedradoPenedo, em Vitória (ES), onde contou um pouco sobre o que a levou a trabalhar com Comunicação Não Violenta. Faz parte do Coletivo CNV Brasil.

Carol Duarte

Socióloga e mestre em educação com foco nas desigualdades raciais e educacionais no Brasil. Atua há 15 anos como gestora de projetos sociais em áreas conflagradas e de vulnerabilidade social na cidade do Rio de Janeiro. Trabalhou como facilitadora do curso de medição de conflitos escolares para alunos do ensino fundamental. Atualmente coordena projetos sociais com foco no desenvolvimento econômico e social de mulheres em situação de vulnerabilidade social.

Conteúdo e Comunicação

Gabriela Borges

Jornalista e mestre em antropologia especializada em gênero, diversidade e direitos humanos. É criadora da Mina de HQ, projeto de pesquisa sobre a representação feminina nas histórias em quadrinhos e de divulgação de HQs feitas por mulheres. Possui 16 anos de experiência em comunicação. Foi correspondente internacional do SBT na Argentina, analista de comunicação da Embaixada de Angola em Buenos Aires, sócia-diretora de conteúdo da Agência Pulso e coordenadora de mídias digitais da Trip Editora, ambas em São Paulo. Já trabalhou com marcas como Natura, Kimberly-Clark, Daslu, Brasil Foods, Pão de Açúcar, Dufry World e Gol Linhas Aéreas.

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