
Aqui no Instituto Tiê, sempre mencionamos as tais “Tecnologias de Convivência”. Mas afinal, o que é isso? E por que usamos este termo? Vamos te contar tudo sobre, e te mostrar algumas dessas ferramentas e mecanismos sociais que nos ajudam a conviver melhor.
Por que “tecnologia”?
Quando pensamos nessa palavra, a primeira coisa que nos vem à mente são máquinas, carros voadores e coisas (materiais) futurísticas ou sofisticadas. Porém, a raíz deste termo, que do grego é formado por tekné (arte, habilidade) e logos (argumento, discussão, razão), representa simplesmente um “conjunto de processos, métodos, técnicas e ferramentas relativos à arte, indústria, educação etc.”¹
Ou seja, tecnologias de convivência são todos os conhecimentos aplicados, técnicas e métodos que influenciam a nossa maneira de conviver em grupo ou em sociedade. Aqui vamos te mostrar alguns exemplos que falamos bastante no Instituto Tiê e como eles funcionam na vida real.

Comunicação Não Violenta (CNV)
Claro, essa tinha que vir primeiro na nossa lista, rs. Afinal, a CNV é o que mais abordamos e nos baseamos aqui no Instituto Tiê!
A Comunicação Não Violenta é um conhecimento sistematizado pelo psicólogo Marshall Rosenberg, a partir da filosofia da Não Violência. A CNV tem um conjunto de passos, técnicas e “jeitos de fazer” (não obrigatórios ou imutáveis) que são pensados para aumentar a conexão de qualquer tipo de relação entre pessoas e lidar com seus conflitos de maneira não violenta – relações familiares, de trabalho, conjugais etc.
Aqui no Instituto Tiê, oferecemos vários cursos que abordam a Comunicação Não Violenta, como o Caminho da Comunicação Autêntica, o Comunicação Empática para Empresas e a Jornada de Facilitadores de CNV.
Ah, e em breve anunciaremos um curso presencial introdutório de CNV! Vai acontecer em maio deste ano em Florianópolis com a Carolina Nalon. Fique ligado nas nossas redes sociais e newsletter, que já já você vai poder se inscrever!

Justiça Restaurativa
Enquanto a justiça tradicional (retributiva) é focada na atribuição de culpa e pena ao autor do dano, a justiça restaurativa se concentra em reparar os danos causados à vítima. Ela funciona para restaurar as relações sociais pelo diálogo, ações continuadas e outras alternativas, visando a responsabilização consciente do autor do dano e à reintegração dele na sociedade. Inclusive, sabia que a justiça restaurativa já é um meio legal consolidado no Brasil para lidar com litígios, como alternativa à justiça tradicional?
Num contexto mais pessoal das nossas relações, também é possível aplicar os princípios da justiça restaurativa. Já até criamos um guia sobre como fazer isso 😉

Círculos Restaurativos
São uma maneira de lidar com conflitos e restaurar a relação e acordos de um grupo, como um núcleo familiar, uma turma de alunos, ou uma equipe de trabalho, por exemplo. O princípio aqui é o mesmo da justiça restaurativa, mas sem a mediação oficial de uma instituição – é feito de pessoas para pessoas.
Nesta tecnologia de convivência, a ideia é reunir o grupo de pessoas que vivenciaram um conflito juntas, com uma pessoa no papel de mediadora. Por exemplo, em uma turma de alunos em que está ocorrendo bullying, a pessoa docente responsável pode conduzir um círculo restaurativo para reparar as relações entre os alunos que foram vítimas, agressores e espectadores. Neste contexto, é muito importante tomar cuidado para evitar a retraumatização das vítimas.
Falando nisso, a Carolina Nalon, que é fundadora do Instituto Tiê, escreveu um livro voltado inteiramente aos círculos restaurativos no contexto escolar, além de uma série de vídeos que explicam mais sobre esta tecnologia de convivência.

Mediação de conflitos
É uma abordagem que tem como objetivo conduzir a resolução de divergências entre duas partes de maneira não violenta, por meio de acordos claros e bem definidos. Nesta tecnologia de convivência, há uma pessoa que cumpre o papel de mediadora, estudando o conflito entre as partes, e auxiliando-as no processo de construir acordos entre si.
Por exemplo, duas pessoas que fundaram uma empresa juntas em sociedade, mas que por conta de um conflito de interesses, querem romper com esta relação e precisam resolver como ficam as coisas entre elas a partir de agora. Inclusive, a Carolina Nalon, que é mediadora de conflitos, já realizou várias sessões de mediação como essas do exemplo.

Diplomacia
Aqui a escala é maior – para você ver como as tecnologias de convivência podem ser abrangentes. A diplomacia é prática de conduzir relações, negociações e o diálogo entre Estados, organizações internacionais e outros agentes de uma forma pacífica.
Seu principal objetivo é manter a paz, compreendendo os interesses entre as partes e estreitando laços políticos e comerciais com negociações. Tudo isso utilizando tato e persuasão em vez de força.
Mesmo com a escalada de tantos conflitos hoje em dia, é por causa da diplomacia que nós temos algum nível de paz ou funcionamento em boa parte das relações internacionais.
Aprenda mais sobre as tecnologias de convivência
Se você quer continuar aprendendo mais sobre esses conhecimentos, acompanhe o instituto Tiê pelas redes sociais, e aproveite para escutar o nosso Podcast Incógnita!
